sexta-feira, 15 de outubro de 2010

RESENHA




Entre os anos de 60 e 70, a sociedade começa a passar por transformações, desde a política até a Educação, uma sociedade manipuladora, visando sempre o benefício da classe dominante, sem se importar com a grande massa, ou seja, a classe social mais baixa.
Uma época que o voto era proibido para os analfabetos até certo ponto de vista, pois, a sociedade manipulava as eleições, de forma que iludiam a população carente, induzindo seus votos, tirando a oportunidade do eleitor votar por si só, de expressar sua vontade.
Através de golpes políticos, começa uma revolução na educação, onde muitos educadores engajados a modificar a posição dos analfabetos de nosso país, começa à bradar suas vozes, como um grito de liberdade, mas sendo interrompido pelas ações dos políticos, ocasionando para os alfabetizandos um pouco mais de espera por sua liberdade de pensamentos, atos e reflexões.
Muitos educadores são extraditados de nosso país, sendo substituído por pessoas que somente sabiam ler e escrever, sem um preparo, uma didática específica. Bastava somente ensinar a ler e escrever, ou seja, transmitir o que, o “suposto” educador também sabia, mais uma forma de manipulação, onde o governo teria maior facilidade de manipular a população para seus próprios interesses.
Freire, mesmo fora do país, continua sua luta pelos direitos dos educandos. Sua preocupação era libertar os sujeitos oprimidos por uma sociedade interesseira, ocasionando medo na pequena massa, na tentativa de elucidar, esclarecer a consciência dos oprimidos.
O homem ainda não se deu conta, mesmo com o passar dos anos, que a sociedade ainda continua manipuladora, sendo controlada através da mídia, podemos ver isso através de votos eleitorais, quando usam a televisão, entre outros meios, a chamada “troca de favores”, votam em políticos em troca de favores, ou seja, não põe em prática seu direito de cidadão, sem refletir se esse candidato é considerado apto a exercer certas funções que a sociedade espera.
Essa situação vem desde tempos de colonização, navegadores que chegaram ao nosso país, vinham para essas terras com o intuito de exploração, ou seja, visava somente o comércio, extrair o melhor que esse território poderia lhes proporcionar, o que na verdade não mudou muito até os dias atuais.
Mesmo com pessoas alfabetizadas a mídia exerce certo domínio sobre a população, sendo assim, a manipulação sobre os alfabetizandos é considerada maior, pois, seu mundo ainda não lhe proporcionou um horizonte a ser explorado, ficando ilhados aos poucos conhecimentos que possui, como, o gesto de refletir, de debater, de por em prática algo que o governo e a minoria da população lhes tiraram a oportunidade de praticar.
Uma cultura gerada por conflitos e interesses, mas sem proporcionar uma igualdade de direitos, de uma liberdade de expressão e até autonomia para toda a população, uma educação em prática considerada bancária ao invés da educação emancipadora.
Freire proporcionou vários movimentos com a intenção de aflorar os conhecimentos do alfabetizando, provocando-os para refletirem sobre sua realidade, procurando proporcionar que dispusesse do mesmo direito praticado pela classe dominadora, apesar de tantos esforços, nosso país se encontra com uma demanda muito grande de analfabetos e alfabetos funcionais, um problema que os educadores engajados com amor no que se propõem a fazer, buscam sanar nos dias atuais.
É criado um projeto chamado de Círculo de Cultura e Centro de Cultura, projeto que visava um debate entre os participantes, buscando um debate que esclarecesse situações vividas, na segunda, visava buscar meios que solucionassem, ou seja, fosse um norte para solucionar tal questão abordada, usando essa metodologia de ensino e aprendizagem, sendo que os dois lados aprendiam e ensinavam ao mesmo tempo, afastando assim uma educação bancária, ou seja, uma educação que passava longe de ser mecânica.
Uma didática que enfatizava a cultura e política em que o sujeito estava inserido, abordando os pontos considerados pelos mesmos, de importância que talvez, com outro tipo de metodologia não permitiria que os alfabetizandos conseguissem absorver a realidade com tanta clareza, construindo assim seus conhecimentos de forma concreta e real.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

POLLYANNA

Vamos falar um pouco de nossa realidade, em como anda o nosso dia a dia.

Alguns anos atrás minha mãe, me presenteou com um livro cujo título é "Pollyanna", confesso que nunca gostei muito de leitura, mas esse livro é diferente, aprendi muito com ele, ou seja, com a personagem dele, Pollyanna é uma menina encantadora, ela só vê o positivo de todas as situações, a cada dia é vivido como um presente, as dificuldades para ela são simplesmente insignificante, quero dizer, ela age de forma que eles se tornam insignificantes diante de tamanha  esperança, pelo melhor e por uma vida feliz.

Me pergunto quantas crianças são privadas de um pensamento assim, ou, quantas desejam ter e manter essa esperança pela vida.
Seres que se dizem humanos, confundindo o verdadeiro significado da palavra, comentem crimes bárbaros contra a criança, podemos ver isso claramente em alguns filmes como: "Preciosa", "Marcas do Silêncio", "Um Crime Americano" e "Anjos do Sol" um filme brasileiro que mostra a realidade de nosso país.

Existe em nosso país o Estatuto da Criança e do Adolescente, o tão conhecido "ECA", onde aborda os direitos da criança brasileira, mas, sempre me pergunto, em um país que existe um alto indíce de violência contra criança, seja ela verbal, fisíca e psicológica, onde esta o ECA????

Crianças devem ser protegidas sim, mas será que na realidade elas são de fato?

É fácil mostrar algo ilusório, mas a realidade é bem diferente, sabemos que existe sim, crimes monstruosos contra as crianças, seres sujeitos a enfrentar uma força que sobressai a sua, pessoas que tem uma vantagem em relação a elas.

A divulgação dos crimes cometidos em relação as crianças, é realizado diariamente, mas o que acontece com a sociedade, que mesmo vivênciando isso, não busca uma mudança? Precisamos nos unir para tentar erradicar um crime que é cometido diante de nossos olhos.

Desejo que todas as crianças possam ter uma oportunidade de ver o mundo como Poliana, mas, com tamanha crueldade inserida em seu mundo, como poderá ver o mundo de Pollyanna?



Uma dica de leitura tanto para adultos como para crianças, leiam POLLYANNA!


sábado, 2 de outubro de 2010

As formandas da ASSER!


É estranho como nos apegamos as pessoas, e mais estranho ainda que geralmente só percebemos quando estamos de partida!
Foram três anos de convívio, muitas discussões por termos opiniões diferentes, amizades, brincadeiras, momentos de emoções em grupo, situações que vivemos e levaremos com certeza para toda nossa existência, um aprendizado mutuo, pessoas que não sabemos o porque, mas sabemos que tem importância para um aprendizado, que talvez só saberemos no futuro.
Assim, foi os três anos de faculdade, muita emoção, lágrimas, afastamento de amigas, mudanças de grupo, confesso que estou com medo, medo sim, de nunca mais rever todas as meninas com quem tive sinceramente o prazer e privilégio de conviver, mas, que infelizmente estamos no final do caminho que tínhamos que trilhar juntas.
Desejo a todas, uma brilhante história que irão desenvolver como educadoras, que possamos dar o melhor de nós, que se não formos capazes de mudar a sociedade, pelo menos teremos a certeza que plantamos a semente para outros cultivarem.
Sucesso é o que desejo a todas nós!
Parabéns as formandas de Pedagogia da Faculdade ASSER!