domingo, 25 de julho de 2010

Onde estão nossas brincadeiras?


Hoje passei a tarde procurando cantigas de roda, percebi que, nossas raízes aos poucos estão sendo esquecidas, muitas brincadeiras e cantigas que costumava cantar com a professora, no período da educação infantil, já não são mais cantadas com a mesma frequência, as brincadeiras nunca mais ví!
Os desenhos que as crianças assistem na TV, já não são mais como os de antes, hoje só vemos desenhos de luta, de batalhas, um incentivo a violência, incentivo esse que, para muitos passam despercebidos, quando não tem violência, tem trapaças, em fim . . . o que estão inserindo na mente dessas crianças?
Minha infância, quando eu conseguia estar em casa, era brincar em frente de casa, na areia, imaginava fazer bolos, doces, confecionados com terra, areia e água, na decoração usava pedras e flores rs, era uma delicia, hoje minha sobrinha só quer brincar nos joguinhos do orkut!
Uma infância perdida no meu ponto de vista, por que não jogar petéca? Brincar de boneca? Elefantinho colorido? Balança caixão? A onde estão guardas todas as brincadeiras sadias e divertidas de se brincar?
Se você souber, divulgue a todas as crianças, não deixe que se perca com o tempo a nossa cultura, essa cultura linda que nos permitiu muitas vezes sorrir, interagir com outras crianças.
Talvez você esteja dizendo " Mas Renata, hoje a realidade é outra, as crianças não estão mais seguras quando brincam em frente de casa, como na sua época", sim, concordo, mas quando acontece as reuniões de família, nos churrascos quando todos estão reunidos, nos aniversários, proponha essas brincadeiras, não custa nada e ainda podemos nos divertir como antes!!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

FREIRE


"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".
( Paulo Freire)

Sempre me pergunto se todos os educadores de EJA (Educação de Jovens e Adultos) amam o que realmente fazem! Pesquisando para minha monografia confesso que o tema é muito mais interessante do que supunha. A realidade dos educandos enriquece o educador, realmente vejo que, minha querida professora "Lila", tinha muita razão, quando em suas aulas dizia que era necessário, ter um certo envolvimento com o educando, pois os laços criados entre os educandos e educadores é a alavanca do saber, a ponte que proporciona a construção do conhecimento de ambas as partes, quantas histórias os educandos tem para contar? Quantas lições eles tem para transmitir? É difícil saber quando a afetividade não esta presente, quando olhamos uma pessoa com carinho, tudo nela se torna mais interessante, e de suas lições de vida sempre aprendemos algo valioso, para nós mesmos, se não nos interessarmos pelo "outro", nunca aprenderemos, sendo assim, nunca poderemos ensinar.
Um mundo totalmente marcado por sofrimento, por lutas, financeiras, físicas e principalmente emocional. Como um educador deve se portar diante de um aluno com baixa auto-estima muito abaixo? É difícil para uma pessoa recem formada prosseguir com seu sonho de lecionar com adultos, uma vez que ele realmente se preocupa com o outro, uma vez que, a maior parte das Universidades não possuem um estágio em sala de EJA, somente em Educação Infantil e Série Iniciais.