terça-feira, 25 de maio de 2010

Mãe!




Quando criança, sofri muito com o CROHN, passei pelo buraco da agulha, como gostam de dizer algumas das minhas tias.
Sobreviver à essa doença, não foi nada facil, acredito que só sobrevivi pelo esforço e o AMOR de minha mãe, como já disse em outra postagem, mulher de muita fé, sem esquecer de mencionar que tem e sempre teve muita garra.
Meus pais se divorciaram quando eu ainda era muito pequena, mas foi para nossa melhora, sem magoas do meu pai é claro, pois sou muito grata pela oportunidade de vida, que ele e minha mãe me deram.
Na fase crítica da doença, era somente DEUS e minha mãe, fases de tristeza e superação, minha mãe passava noites e noites dormindo sentada em uma cadeira ao lado do meu leito, acredito e sinto ao mesmo tempo o desespero que ela sentiu, lágrimas que um dia ela derramou por desespero em me perder, hoje infelizmente sinto a mesma coisa.
É muito interessante como os papéis são invertidos com o passar dos anos, minha mãe desenvolveu câncer, não nego que isto esta me abalando profundamente, hoje tenho momentos de desespero e muita tristeza.
Procuro praticar diariamente o pensamento positivo, de que, ambas sairemos vitoriosas, como todas as outras vezes, e o mais importante, sempre juntas.
O que me conforta em momentos de desespero como hoje, é o fato de acreditar que nosso amor e ligação é o ingrediente, a benção mais eficaz nesse novo desafio, e procuro a mesma certeza que minha mãe teve, no dia que o médico chegou diante dela e lhe disse "A visita esta liberada para os parentes, pois, eu lhe garanto mãe, que sua filha desce para sala cirurgica com vida, mas infelizmente provavelmente não voltara com vida", minha mãe com seu amor e fé, respondeu ao meu querido e amado médico (cuidou de mim a vida toda, tenho muito amor por ele), "O senhor Doutor, não me garante, mas tem uma pessoa que, me garante, ela voltara da cirurgia com vida, quem me garante isso é DEUS", e bingo . . . estou aqui!
Esse fato mais marcante para nossas vidas, ocorreu exatamente há 30 anos atrás!
Por tanto carinho, cuidados e muito amor, sobrevivi, e tenho fé que o Senhor, nos abençoará mais uma vez, o importante é ter fé, assim como tenho que o CROHN não controla mais meu emocional, ou pode se manifestar através dele como sempre fez, apesar dessa atribulação, a doença não se manifestou, e tenho fé no Senhor, que o amor que sinto por minha mãe não permitira que ela (doença) se manisfete novamente, principalemente agora, que minha amada e querida mãe precisa dos mesmos cuidados, a mesma dedicação e o mesmo amor, que um dia me deu!
Portanto, mais uma vez eu digo, que o amor supera tudo, principalmente essa doença(CROHN)!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

QUER SABER MAIS SOBRE O CROHN?

Se você nunca ouviu falar sobre o CROHN, acesse a pagina

www.abcd.org.br

Nesta página você encontrará respostas para muitas perguntas sobre as DII, sendo uma delas o
CROHN.

Divulgue, ajude a combater o preconceito sobre os Colostomizados e Ileostomizados, consequência muitas vezes das DII, população consciênte, menos preconceito!

Pergunta pertinente de uma amiga



Hoje uma amiga, ao cessar meu blog, me perguntou o porque não postei que sou casada, fiquei surpresa, pois, julguei não ser necessário.
Mas, ao refletir sobre seu questionamento, conclui que na realidade, é necessário sim, por esse motivo vou falar um pouco sobre meu casamento.
Na fase da adolescencia, acreditava piamente que, ninguém iria se interessar por mim, devido o uso da bolsa de Ileostomia, "GRANDE ENGANO", nesta fase (adolescência) que todos nós passamos, é muito complicado, pois, é muito difícil conseguirmos entender o que se passa com nossos sentimentos.
Por volta dos meus 16 para 17 anos de idade conheci o "X", começamos a namorar, tudo parecia um sonho, que na realidade, após um tempo de namoro, acabou virando um verdadeiro pesadelo, pelo menos para minha pessoa,devido a mãe de "X" não ter aceito o namoro, o motivo principal, nada mais nada menos que o uso da bolsa, chegando ao ponto de me dizer: "não quero que se case com meu filho, pois, sei que não pode ter filhos, e quero um neto de sangue", isso ecoou tão profundo dentro de mim, que após dois dias, estava eu sendo internada.
Com o tempo, esse relacionamento acabou, após um ano, minha mãe, mulher de muita fé, me explicou como fazer um voto com o Senhor (Deus), foi no dia 19/04/98, que dobrei meu joelho e fiz o primeiro voto de muitos, acredito que foi feito com tanta fé e esperança, que Deus me ouviu e me abençoou, acreditem ou não, no dia 20/04/98, fui arrastada ao baile por amigas, minutos depois que já estávamos no salão do clube, ao olhar para a porta de entrada, tive a mais bela visão, meu futuro marido, o André, entrando no salão, contamos esse dia, pois ele me levou embora do baile e estamos juntos até hoje.
Namoramos 03 anos(durabilidade do voto), e nos casamos, o mais interessante, é que, tias do André são amigas da minha mãe, desde adolescentes, e minha sógra me viu uma vez quando estava com 03 anos de idade, na fase mais complicada da doença, segundo minha sógra, ela acreditava que eu não conseguiria sobreviver.
Ironia do destino, ou não, eu e o André nunca tinhamos visto antes deste dia,.
Você deve estar se perguntando," mas o que tudo isso tem haver com a bolsa?
A melhor resposta que tenho, é que, o André veio na minha vida, para me mostrar que o amor vence qualquer barreira, acreditava que ninguém, mas ninguém mesmo, iria me amar como sou,ou seja, uma ileostomizada, e portadora de crohn, não é facil, essa doença além de ingrata, maltrada os portadores, quem tem, ou conhece alguém próximo que tenha essa doença, sabe e entendo o que eu quero dizer.
Já estamos casados à 09 anos, mas hoje, ainda sinto vergonha do meu corpo, mas para o meu marido, isso é besteira, e sempre diz "te amo do jeitinho que você é, sem por e sem tirar".
É muito importante encontrarmos uma pessoa maravilhosa como meu marido, é mais fácil superar os obstáculos quando temos o apoio de pessoas que amamos e que nos amam.
Devido ao uso prolongado de corticóides, tornou-se complicado uma gravides, de todos os GOs que me consultei, apenas 01, a Dra. Stefânia me disse o que sempre quiz ouvir, que é possível sim, eu ser mãe, agora estamos na expectativa, na torcida para que o tratamento dê certo.
Mais um obstáculo, que tentamos ultrapassar juntos, com isso as vezes me pego imaginando como seria, eu, gravida de barriguinha ou barrigão usando bolsa?!
E me divirto em saber, que, "tudo posso naquele que me fortalece", rsssss vou me divertir mais uma vez, com as suposições que as pessoas fazem para minha vida, para o meu caso!


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Viajar!


Eu amo viajar, mas um dos problemas que sempre encontro, além da demora é a duvida se eu me alimento ou não, antes e durante a viagem.
Essa é uma das desvantagens da ileostomia, se comer antes ou durante a viagem, sempre acabo tendo que parar várias vezes para esvazia-la, tem dias que fico constrangida, tem dias que não, mas isso também sempre depende da companhia, sem esquecer a possibilidade que a bolsa tem de vazar.
Mas como tudo nessa vida é risco, não devemos deixar o medo, a insegurança e o talvez, dominar ou mandar em nossas vidas, assim como em nossas escolhas, se devemos ou não comer.
Talvez passe por este blog pessoas que leiam e pensem que isso é tolice, ou um monte de blá blá blá, mas para quem usa bolsa, sabe muito bem que não é bem assim!
Em fim, hoje cheguei de uma viagem, as pessoas que me acompanhavam, sempre fizeram me sentir a vontade em todos os sentidos, por tanto hoje optei por me alimentar e como de costume fizemos várias paradas!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quero agradecer ao pessoal da Multimídia, pela atenção dispensada à nós durante os dias de curso, em especial a Dani e o professor Juliano que nos ajudou em tudo que precisamos, com toda paciência e calma.
Adorei fazer o curso na Multimídia, por isso indico essa empresa para todas as pessoas que entrarem em meu blog, aliás, esse blog foi criado no curso.
AOS PROFISSIONAIS DA MULTIMÍDIA MUITO OBRIGADA PELO ATENDIMENTO E O CARINHO QUE EU E MINHA AMIGA LÊ FOMOS RECEBIDAS.

Beijinhos
Rê.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

SOMOS COMO SEMENTES. . .

Somos como sementes, se bem cultivadas, florescemos e multiplicamos.
Todo ser humano é assim, se distribuirmos amor, receberemos amor, se distribuirmos sentimentos ruins e negativos colheremos o mesmo.
As pessoas se esquecem que nossas atitudes são como um bumerangue, que bate e volta.
O mundo esta doente, carente de amor ao próximo, humanismo, união e muita compaixão, como mudar essa energia, se a cada dia o que notamos é a propaganda do mal, e o bem ficando em desvantagens sem ter muita divulgação.

A cada amanhecer eu me proponho a um desafio, procuro manter a calma em momentos conflitantes, agradecer a tudo e a todos, distribuir sorrisos, abraçar a todos que me cercam, falar as pessoas o quanto elas são importantes em minha vida.
Se plantarmos essas sementes diariamente com certeza estaremos divulgando o bem, fortalecendo a corrente do amor.


Por tanto somos como as sementes, se for plantada, cultivada diariamente florescemos e multiplicamos.







Como o CROHN mudou minha vida!



O crohn, a Ileostomia e eu!!
Como os acontecimentos do nosso dia à dia modifica nossa história, como nossa história modifica a vida de outras pessoas, e como é interessante como as histórias modificam as histórias de outras pessoas. Assim minha vida não é diferente, mas sim, vista de forma diferente, ter doença de CROHN e ser ILEOSTOMIZADA me permitiu ter uma nova visão sobre as pessoas e sua forma de vida, assim como a minha!

Meu nascimento foi normal, aos 03 meses de vida, comecei apresentar sinais em meu corpo, que na época foram tratados como uma virose tinha febres de 40°, diarréia constante, irritabilidade e perda de peso, essa situação durou até os 02 anos de idade, foi quando minha mãe brigou no hospital do município que resido até hoje (Porto Ferreira), devido a sua atitude me enviaram para Ribeirão Preto no hospital Santa Lydia, onde foram realizados os primeiros exames que constataram “doença de CROHN”, sendo transferida imediatamente para o Hospital das Clinicas Campus.

Minha mãe conta que durante esse período era loirinha por falta de vitaminas, se me colocasse em pé eu desmontava de tão fraca que era.

No dia 27 de novembro de 1980, já com 03 anos de idade, realizei a primeira cirurgia, onde foi feito uma Colectomia total devido a um Mega Colon Tóxico, passando a usar a bolsa coletora, dois meses depois, em 31 de janeiro de 1981, passei pela segunda vez na mesa de cirurgias, o motivo desta vez foi Lise de Bridas, onde o intestino parou e as fezes começaram a retornar pela boca, depois disso, fiz a terceira cirurgia para retirada de 20 cm do intestino delgado, provocada pela reincidiva do CROHN, somente em 1990 no dia 04 de agosto, fui submetida a ultima cirurgia na Proctologia, havendo a amputação do sigmóide e do ânus, tornando a Ileostomia definitiva, mantendo o acompanhamento até hoje no HC.

A fase da infância foi complicada, devido o preconceito que senti na pele de familiares e o abandono do meu pai, na escola não tinha muito amigos, não me deixavam brincar com medo de pegar alguma coisa (rss) e as professoras com medo de me machucar. Na adolescência, me sentia o patinho feio, não me amava, não aceitava minha condição de vida (Ileostomizada), usava roupas largas e grandes para meu tamanho, tudo para me esconder. Aos 18 anos comecei a namorar e tudo começou a se modificar, comecei a ver que não era tão ruim como sempre imaginei, afinal, havia encontrado alguém que gostava da minha pessoa; Nesta idade tudo é ilusão, a família do meu ex-namorado não aceitava nosso namoro devido eu ser Ileostomizada, após tanta pressão ele terminou o namoro, Graças a Deus.

Depois de um ano conheci meu príncipe encantado, meu marido André, namoramos e no mesmo dia que completamos 03 anos de namoro nos casamos, hoje estamos casados há quase 11 anos, seus parentes nunca fizeram objeções sobre nosso relacionamento e sempre me trarão com muito carinho.

Adoro compartilhar minha história, sei que é mais uma história comum, mas é a minha história, lembrar cada parte dela me torna mais forte, dividir com as pessoas me deixa feliz, assim como ocorreu comigo, ocorre com outras pessoas também, o segredo de ser feliz, é você ter coragem de enfrentar o desconhecido, sacudir a poeira e ir a luta por seus objetivos, é nunca deixar-se abater por mais duro que seja o momento que esta vivendo, tudo tem um porque, tudo tem o seu motivo, a Ostomia é simplesmente uma nova porta que a vida nos oferece, uma nova história que o Senhor nos deixa escrever, dependendo somente de nossos esforços, nossa vontade, para escrever páginas de alegria, de felicidade, de lições bem aproveitadas, nada em nossa vida é por acaso, por tanto aproveite cada oportunidade que Deus lhe proporcionar.

Ostomia é vida, viva cada dia com sabedoria, procure ver os benefícios que a Ostomia nos oferece, não se deixe abater, o desanimo só vai piorar as coisas, se Deus lhe permitiu tal condição é por ser uma pessoa especial, não decepcione as pessoas que te vem como um exemplo de vida, como pessoa e como superação!